Terça-feira, Janeiro 17, 2012

 

MEMORABILIA (4): DN JOVEM (18 DE AGOSTO DE 1992)


1 - Primeira página do DN Jovem, suplemento do Diário de Notícias, de 18 de Agosto de 1992 (página 41).

2 - "O Concurso", da minha autoria, e outros trabalhos publicados na segunda página do suplemento DN Jovem (página 42 do Diário de Notícias), no âmbito do tema «Alegria».3 - "O Concurso".
4 - Espaço "Isto é contigo", com comentários aos trabalhos não publicados. Entre os seus autores, realço a presença de Pedro Mexia, actual escritor e crítico literário (página 46 do Diário de Notícias, sexta do DN Jovem).


Sábado, Dezembro 31, 2011

 

MEMORABILIA (3): REVISTA LITERÁRIA "SOL XXI" (Nº 3 - Dezembro 1992)

1 - Capa.

2 - Sumário.

3 - Ficha Técnica e Breve Nota (página 2).

4 - "Outro Milagre", de Soledade Martinho Costa, e "O Adelino e a Poesia", da minha autoria (página 40).

5 - Dados biobibliográficos dos novos colaboradores, entre os quais eu me encontrava (página 100).

Sexta-feira, Dezembro 30, 2011

 

MEMORABILIA (2): REVISTA LITERÁRIA "SOL XXI" (Nº 1/2 - Setembro 1992)

1 - Capa.

2 - Contracapa. De entre os novos colaboradores nos próximos números destaco eu próprio, que viria a colaborar no número 3, e o escritor José Luís Peixoto, que viria a colaborar no número 5.

3 - Ficha Técnica e Nota de Abertura (página 3).

4 - Núcleo de fundadores da revista.





Quinta-feira, Dezembro 08, 2011

 

MEMORABILIA (1)


3º Prémio no Concurso Uma Aventura Literária - 1992, Modalidade Crítica - Ensino Secundário. O trabalho foi publicado em Outubro de 1992, na página 173 do livro Uma Aventura no Verão - nº 30 da Colecção Uma Aventura.

Domingo, Maio 29, 2011

 

UHF, de Nuno Martins, os testemunhos de um tempo, os vocativos do nosso tempo – Domingos Lobo


Venho das penumbras de um tempo estranho. De silêncios brumosos e perplexidades redutoras. Bagagem elementar: palavras, sons, imagens, caminhar pela vida.
Sou de uma Lisboa de conversas sussurradas, de tertúlias onde, a medo, soletrávamos as paixões em assaltos circulares às mesas dos cafés. Itinerário de afectos e de reconstrução de imaginários – vivíamos um tempo desarrumado, de caos sonâmbulo, como dizia o José Gomes Ferreira, que ia da fauna renovadora da poesia 61, - a tentarmos, coitados, cortar o cordão umbilical que nos ligava ao neo-realismo -, do Monte Carlo e do Monumental, entre jornalistas, escritores, cineastas, actores, até às revolucionárias penumbras médio-burguesas do VáVá, Suprema e adjacências.
E da música, claro. Os concertos na Gulbenkian, ainda nas improvisadas instalações da Feira Popular, passando pelas casas de fado, o 1001, onde o José Manuel Osório cantava a Trova do Vento que Passa e as quadras do Aleixo, na música de fados tradicionais, ou a Baiúca, do Júlio de Sousa, onde eu disse pela primeira vez o Domingo, do Manuel da Fonseca e se cantavam fados republicanos acompanhados ao piano e a Júlia Babo, de voz belíssima, reinventava as músicas de trabalho do Alentejo sofrido e das beiras. Dos concertos do Adamo e do Aznavour no Monumental, à boleia das borlas do Vasco Morgado que nos achava uns putos muito pitorescos e sempre prontinhos para engrossar a claque – nos concertos, nas estreias das revistas e, até, nas comédias da Laura Alves.
Sou das primeiras incursões do Fausto e do José Jorge Letria pela música reviralha, aos sábados de manhã, na redacção do Diário de Lisboa, que virava Juvenil sobre o olhar atento do Mário Castrim. Da ópera do Trindade, do Coliseu e das galerias do S. Carlos que o Ivo Cruz, arvorando generosidade sem medida, nos arranjava com recomendação suplementar: fatinho escuro e gravata, meninos. Das sessões de autógrafos dos Conchas (ó deuses, que trágica memória), na Sinfonia da Avenida de Roma, que ainda por lá se aguenta como que a perpetuar esse remorso púbere, com a meninas das avenidas novas e as sopeiras aos gritinhos, convencidas, nesse desconchavado território vigiado, que estavam em Liverpool a ver os Beatles: Os Conchas, que eram bonitotes e aperaltados em fatiotas de branco imaculado, tipo primeira comunhão, e cantavam num português estranhíssimo, entre um anasalado do morro da Tijuca e o canto arrepelado de um Bill Haley da Picheleira, não chegavam, como sucedâneo canhestro, às madeixas do John Denver, mas eram, nesses bolorentos anos cinquenta, uma lufada de ar rarefeito. Mas também, e dentro desta linha de rock chunga, o Zeca do Rock, o Daniel Bacelar, a Paula Ribas. Vieram depois os Sheiks seguindo o modelo dos The Beatles. Ainda andei por lá, por grupos afins, claro, de gaforina hirsuta, camisinha cintada e calças justinhas, quando ainda não sabíamos que nome dar à coisa que badalávamos em bárbara língua, assim a modos como o inglês do Mário Soares, na cave da Igreja de S. João de Deus, a fazer vocalizos e versinhos coxos, mas era um desastre de afinação e fui-me à vida para o conservatório, estudar teatro, meu porto mais seguro. Ficou-me ainda, porque os azares da vida nos juntaram na mesma frente de impositivos combates, o Conjunto Académico de João Paulo, aos quais cabia a ingente, e infrutífera, tarefa de levantar o ânimo a mancebos dele precisado; tropas vivendo quotidianos de medo e assombração (outros que não os assombros do Nuno Martins) entre emboscadas, mortes, desesperos mansos e bebedeiras nostálgicas, pelos matos de Angola.
E dos serões em casa da Amália, levado pelo Ary. A descoberta da música do Alain Oulman, fado outro, e dessa voz rara, irregular, mas que subia aos prodígios da emoção e da entrega, que era a da Amália quando estava para aí virada e nos deixava suspensos de júbilo inquieto, que ela fingia não perceber, quando cantava o Abandono, do Mourão-Ferreira. E a guitarra do Paredes e do Raúl Nery, e o Ary, incendiado de verbo e de paixões, a Natália a cerzir, em português corrente, os transgressores versos dos nossos trovadores, o Dacosta e recolher a sua bagagem de afectos e memórias (que o Nuno traz à liça neste livro, repescando-lhe frases de Nascido No Estado Novo – de resto, Dacosta, Agostinho da Silva, Harold Pinter, Urbano, José Gil, são amplamente citados neste livro raro e enxuto).
Sou das primeiras ficções aprendidas no cinema, vivificadas numa mitologia das imagens em eastmancolor e cinemascope. Por estas ficções de celulóide calcorreava, deslumbrado de êxtases fugazes, os cinemas de bairro: do Belém-Cinema, à Promotora, do Max ao Imperial, do Salão-Lisboa ao Restauradores, do Lyz ao Bélgica. Uma paixão de tal modo irracional e sensitiva pelas imagens em catadupa, que nos levava, a mim, ao Francisco Ferreira de Almeida, ao Franklin e ao Carlos Mourato, a irmos a sucessivas matinés do Avis ver a Sara Montiel assassinar, com ademanes de bar da coxa e voz de garrafão entupido, os tangos do Gardel. Mas era por ela, por aquela carinha laroca, de boneca de porcelana, pela boquinha de pêssego que estava mesmo a pedi-las, pelo talento que brotava, sem pudor nem cortes censórios, das ancas e das mamocas em dança lúbrica, que lá íamos. E tanto, que quisemos ir a Madrid conhecer a senhora ao vivo e a cores: para nosso desespero e sossego da família, a diva nunca se dignou responder às nossas inflamadas missivas. Nem ela nem a Bardot, outra das nossas paixões frustradas, (a tal que antes de entrar já estava entrando e depois de sair ainda estava saindo, como dizia o Ivon Cúri). Só a Maysa, que já deixara de ser Matarazzo por esses tempos, nos respondeu e enviou um single com duas canções que ainda guardo como relíquia desses dias insanos: O Barquinho e Você e Eu, esta com letra do Vinícius, muitos beijos à mistura e um coração desenhado na capa. Teve direito a moldura e lugar privilegiado no meu quarto durante anos, até que o regresso da guerra, e as cicatrizes que ela abriu, levou para o charco do desencanto os ímpetos românticos, os ténues laços que ainda me ligavam à adolescência e à sua torrencialidade de descobertas sem bússola nem cuidados.
Penso que nunca falei, nem escrevi sobre isto: estava arrumadinho, disperso por esse território de pó, lá nesses recônditos esparsos da memória, nesse sótão onde só entramos na evanescência dos sonhos sobressaltados ou dos pesadelos. Ou quando, como é o caso, um livro a isso nos convoca. Falemos dele, portanto.
Este livro do Nuno Martins, UHF – Assombro e Descoberta, é, sobretudo, um livro de paixão. E mais; de reflexão sobre um tempo, um tempo dele, autor, e nosso dado que também este chão, as vozes que modelam esta escrita, nos pertencem, nos apelam ou nos deixam na pele o arrepio breve da indiferença ou da compulsão crítica. O autor não se limita, ao longo das páginas que fazem o corpo deste ensaio, feito de descontinuidade assumida, a falar da obra de um dos mais importantes grupos do denominado rock portuga. Com o Chico Fininho, do Carlos Tê e Rui Veloso e Cavalos de Corrida, de António Manuel Ribeiro e Renato Gomes, começa uma aventura que recoloca o rock feito em Portugal e em português, nas suas linhas de consonância e de referência conceptual. Curiosamente, o texto de Nuno Martins, que percorre grande parte deste universo criativo, e se debruça sobre as coordenadas político/ideológicas que o configuram – a arte, mesmo a popular e de massas, não existe fora dos limites temporais e orgânicos que a determinam, e só atravessa o seu tempo, esse tempo de gestação, se reflectir e transformar essa realidade substantiva e dela subtrair a sua singularidade – não se refere a Carlos Tê e a uma poética do discurso linear, alicerçado numa visão, expurgada de anáforas sociais e metafóricas, que ficciona o real urbano. Seguindo, de certo modo, a linha poética de Sérgio Godinho, mas sem as componentes sociais e políticas que determinam a escrita modelar do autor de Campolide, que vem de um outro universo poético, de Brassens, Rimbaud, Ferrat e Bob Dilan, Carlos Tê não deixa de ser, neste estreito e peculiar contexto, um interessantíssimo autor. Nuno Martins prefere, e penso que correctamente, enveredar pela explanação das vertentes político/ideológicas que serão detectáveis nos textos e nos percursos criativos das bandas surgidas nos anos 1980, com destaque, naturalmente, para os UHF e para o seu mentor principal, António Manuel Ribeiro.
E é sobre a obra e o percurso desta banda, que Nuno Martins se serve, e nessa abordagem se demora, para nos traçar o retrato, pungente, assertivo e apaixonado, de uma década de deslumbres e desilusões. Esse percurso, cheio de flash backs, de avanços e recuos, de memorizações, inicia-se em 2001 – o autor tinha, à época, 23 anos – quando assiste a um concerto dos UHF. É amor à primeira vista, que o leva a visitar e revisitar toda a obra da banda, do álbum Á Flor da Pele, até ao recente Porquê. E a percorrer, na estrada, o assombro e a descoberta de um grupo, sentindo-lhe as pulsões, o entusiasmo do público, um circunstancial desânimo, e as formas de abordagem ao real, a interventiva forma que estes músicos, e outros da sua geração, descobriram para, nos seus textos e nas suas músicas, não se afastarem da realidade percepcionável e sobre ela agirem com as armas dos instantes efémeros, impressivos, que a música e as palavras transportam rumo a uma imponderável perenidade. Seguindo, de resto, na essência da denúncia e da intervenção cívica, os caminhos das gerações anteriores: Coro da Academia de Amadores de Música, de Lopes-Graça, Luís Gois, Adriano e Zeca, Luís Cília, José Mário Branco, Sérgio Godinho, Fausto, Vitorino, Samuel, Fanhais, Manuel Freire, Letria, e outros. E já depois de Abril: Vozes na Luta, Brigada Vítor Jara, Né Ladeiras (neste livro, referida com inteira justiça), Jorge Palma, os Trovante, nas cantigas com textos do Carlos de Oliveira, Eugénio, Manuel da Fonseca, etc..
O autor, crítico atento a este universo, não deixa de se referir, e de assinalar com argúcia, as tentativas de retrocesso imaginístico, civilizacional e, convenhamos, com uma subtil carga de revanche, que os Heróis do Mar significaram, e os envergonhados recuos dos Xutos, face a uma cantiga que teve, num determinado momento, foros de hino de uma geração que está à rasca: à rasca de esperança, de ideais, de perspectivas, de futuro. De resto, a poesia, a literatura (cumprem-se este ano, 100 anos do nascimento de 2 vultos incontornáveis da nossa cultura que, com as armas das palavras, e em tempos mais duros do que aqueles que vivemos, numa pátria que nem o mar queria, como escreveu Rui Belo, conseguiram erguer muros de resistência, espaços de respiração e de dignidade, que são ainda hoje referências da luta que travamos e estiveram na primeira fila dos pressupostos humanos e civilizacionais que as gerações posteriores, felizmente, não deixaram de recuperar, de forma diversa, na sua acção criativa – refiro-me, naturalmente, a Alves Redol e Manuel da Fonseca), a música, o cinema, o teatro, estiveram sempre na primeira fila da inquietação, da denúncia, do direito à insubordinação, de busca de um justo sentido para a vida. A Poesia é Uma Arma Carregada de Futuro, escreveu Gabriel Celaya.
No que à poesia de António Manuel Ribeiro, e seguindo os parâmetros da análise brilhantemente desenvolvida neste livro, acrescento apenas, referindo-me às palavras das cantigas, que o imaginário poético de António Manuel Ribeiro, entronca nas margens de um surrealismo remoçado, vindo do Alexandre O’ Neill, e passando por José Afonso, que nesta fonte bebeu a essência do seu génio, entrecruzando essas influências com um olhar atento ao real – acrescentando-lhe nacos de preocupação social, próprios da sua geração, com o rasgo lírico, provocatório, por vezes radical, que detectamos em grande parte das poéticas da geração dos anos 1980, início dos anos 90, geração anterior, portanto, à de valter hugo mãe, Pedro Mexia, José Luís Peixoto. Essa ambiência, essa textura linguística, passa, igualmente, para as sonoridades das músicas dos UHF, reformulando e reforçando a matriz das palavras. E esta simbiose, é algo de singular no rock portuga, até pela sua continuidade, maturidade e permanência.
Nuno Martins não deixa, igualmente, de se referir a acontecimentos marcantes na história recente dos povos – a música, os músicos, que lhe serve de especulação ensaística, não se construiu fora do mundo e do tempo que habitamos: são vocativos, testemunhos desse tempo. Daí a Nicarágua e os Contras, daí S. Salvador e as incursões americanas, comandadas por esse actor medíocre e político ultra-reaccionário que foi Reagan e depois os Busch, pai e filho, sem esquecer os democratas Clinton e Obama (este último, pasme-se, Nóbel da Paz). Mas a essa análise, correcta e informada que o autor traz a colação, acrescento outra, que nesta entronca e nos toca agora de forma demolidora: as teorias neo-liberais, do senhor Milton Friedman e capangas de Un. de Chicago, que tiveram o seu primeiro palco no Chile de Pinochet, com a morte de Allende e de milhares de chilenos; continuou na Argentina e no Brasil dos coronéis, levou à destruição do sector público e dos sindicatos, e à miséria de vastos sectores do operariado na Inglaterra da senhora Tatcher; à destruição da Jugoslávia, e se prepara, numa ofensiva nunca antes tentada, para destruir o euro, começando pela capitulação dos países do sul da Europa, os mais vulneráveis e de governos mais permissivos a esta agressão sem nome.
A arte, a popular na primeira fila, deve, portanto, ser uma barricada de denúncia de crítica, de purga, face à realidade que vivemos.
O neo-liberalismo serve-se da ideologia para criar o inconsciente cultural, que lhe permite o domínio e controlo dos conteúdos que ressumam, criticamente, os produtos culturais, enquanto vai criando a necessidade psicológica da fuga ao real, à luta e às reivindicações por uma vida melhor e mais justa. Promovem-se assim, os programas de entretenimento boçais, big brother e quejandos, as telenovelas soporíferas, escritas por grunhos saídos às carradas das universidades que dão diplomas aos domingos e, neste cortejo, os filmezinhos patetas made in Hollywood, a músiquinha pimba, a literatura de aviário, como lhe chamou João Barrento, e a mediocridade ufana e convencida gerada no desvario suicida e clientelar dos media colocados ao serviço do esbulho capital.
O posicionamento deontológico dos criadores, neste contexto, reside em resistir às seduções e à banalidade e lutar para que esta ignóbil estratégia não se concretize e o caminho se inverta. Devemos, como era premissa dos fundadores da Seara Nova, “dirigir todos os esforços criadores para a acção, para a preocupação dos dias de hoje e de amanhã”.
Este livro de Nuno Martins, mais que um livro de amor e preclara admiração por uma banda de excepção, pretende ser um aviso à mareagem, um grito de alerta que pega nos dados factuais de um nosso passado recente, servindo-se da cultura popular, para nos dizer que é preciso estar alerta, atento e vigilante. E isto, vindo de um jovem, e nos tempos rapaces que vivemos, não é pequena coisa.

Terça-feira, Maio 17, 2011

 

APRESENTAÇÃO DO LIVRO “UHF – ASSOMBRO E DESCOBERTA”



Terça-feira, Março 01, 2011

 

LANÇAMENTO DO LIVRO “UHF – ASSOMBRO E DESCOBERTA”

CONVITE

A Editora Fonte da Palavra e a Livraria FNAC têm o prazer de a/o convidar para o lançamento do livro
“UHF – ASSOMBRO E DESCOBERTA” de Nuno Martins.

As sessões terão lugar nos dias

• 5 de Março às 17h na FNAC - Almada
• 12 de Março às 17h na FNAC - Colombo
• 19 de Março às 17h na FNAC - Cascais
• 20 de Março às 16h na FNAC - Alfragide

A apresentação do livro ficará a cargo de António Manuel Ribeiro dos UHF.

Esperamos ter o prazer da sua presença

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